quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

"notícias da noite"

1 - "temporada de caça"

2 - "epílogo de uma sentença"
"não gostei. imaginei outra coisa. eles(os americanos) fizeram mais um filme de tribunal,
essa coisa que eles gostam tanto. eu não." - caetano veloso sobre "filadélfia", em veja.
"não, não gosto de western, aqueles cavalos, aquelas botas enoooormes, aquelos bicos, aquelas
esporas, a poeira,a violência". - idem, no jô, sobre o gênero que imortalizou o cinema americano.
ora, vamu ser viado, agora ássim é demais também. ele deve gostar do cinema de almodovar, sua coleguinha.
este é de tribunal e dos bons. preto e branco,deve ser dos 50. eu nunca vi falar. de jack arnold(?)
com jeff chandler(1) e jeanne crain. ele é advogado criminal de nova york que topa defender um
preso de desert valey(nevada?, deve ser, perto de vegas) mas aí tromba com o xerife(jack carson, soberbo), alto, forte, cínico e farinha d'araripina.
é, os grandes filmes já foram feitos. achei melhor do que "anatomia de um crime"(otto premminger) e mais próximo de "testemunha de acusação"(billy wilder).
a mulher dele é linda. aliás todas, são treis. vestida dos pés a cabeça é mais sensual do que a
jolie(aquele bagulho) nua. os copos, também, são lindos.

# o temporada a eu já viara em vídeo há coisa de 4 anos. nick nolte(impressionante) é o filho
qua apanhava do pai alcoolatra(james coburn). a paisagem é belíssima, tudo branco gelo, a
neve cai, tão frio que todas as falas saem fumaçando. mas não consegue esfriar a cabeça do
nick. estamos acostumados a ver a loucura dos serial-killer, dos psicopatas, banalizada em ene
clichês. aqui, não, ela é hereditária. progressiva e incurável. barra-pesada.

(1) - o jeff é aquele que já nasceu de cabelo branco. e crespo, agastado.é um ator razoável e
fez grande sucesso nos 50, com sua pele bronzeada, realçada pelo grisalho, sua queixada de
macho. aí vem a dulce(nascimento de brito)da set, na sua coluna de fofoca(ela privou da amiza-
de com várias celebridades de hollywood, onde morou muito tempo) e conta que ele tinha um
casamento estável com uma estrela, até que ela foi chamá-lo no seu quarto e pegou-o vestido
de mulher. zé fini. né foda.

chico.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

"a volta do jogo mortal"

ontem foi o contrário, vi os vinte minutos finais.
é o clássico gato X rato,com muitas reviravoltas. o corno véio perde o controle da situação,
saperreia e mata o caine, que cresce muito com o cinismo do personagem. isto não é uma
entrega do filme, visto que nesse caso não há saída.

vejam a ficha do diretor aí. por isso eu só lembrava dele como produtor, devido a "cleópatra",
o maior e mais retumbante fracasso da história do cinema.
"de repente no último verão", não vi, dizem que é muito bom, mas não alcança o clássico de
g. stevens "um lugar ao sol", com a mesma dupla liz taylor e monty clift.
destes, só vi dois: o ótimo "ninho de cobras" e o musical enjoado "eles e elas".
"a condessa descalça", se não me engano, é com ava gardner e h. bogart.

chico, cumpre o que promete.






Filmes de Joseph L. Mankiewicz
Veja a lista dos 15 melhores filmes de Joseph L. Mankiewicz
Ranking
Filme
Ano
Nota

A Malvada
1950
9,4

Jogo Mortal
1972
9,0

Quem É o Infiel
1949
8,8

De Repente, no Último Verão
1959
8,5

O Fantasma Apaixonado
1947
8,4

Júlio César
1953
8,3

Cinco Dedos
1952
7,9

Dizem Que É Pecado
1951
7,5

Eles e Elas
1955
7,5
10º
O Ódio É Cego
1950
7,4
11º
A Condessa Descalça
1954
7,3
12º
Ninho de Cobras
1970
7,3
13º
Sangue do Meu Sangue
1949
7,2
14º
Uma Aventura na Noite
1946
7,2
15º
Charada em Veneza
1967
7,0
Veja a lista dos 5 filmes que estão abaixo da média de 7,0
Ranking
Filme
Ano
Nota
n/a
Cleópatra
1963
6,9
n/a
Tenho Direito ao Amor
1947
6,8
n/a
Um Americano Tranqüilo
1958
6,6
n/a
O solar de Dragonwyck
1946
6,4
n/a
King: A Filmed Record... Montgomery to Memphis
1970
5,4
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

"o artista pode morrer"

"oxi... voces vão dizer. "e já pode? voce num diz que não pode. virou a casaca?"
mudei de opinião. ou coisa boa. como é bom mudar de opinião. mudar. está com a
mente aberta.
pois é. pode. já pode. no terceiro milênio, no século XXI, é possível, é normal até.
depois de " a d r e n a l i n a". yes!
jason stathan é o nome do animal. é aquele careca da grife "carga explosiva" e que
é tudo aquilo que o bruce willis gostaria de ser se fosse homem e não fosse corno nem
viado. afinal saber tomar um dry martini e principalmente pegar àquela taça(1) com
tamanha classe é muito, mas é pouco presse tipo de aventura. a coisa é séria.
olhe que só vi os dois terços finais do filme, perdi o início, onde deduzo,lhe é injetada a
porra da droga que o matará em 24 horas, ou dez ou uma, num tempo certo. a tal do
título, que é importantíssima, mas em overdose já viu, né? quando ele sabe, agarra e sai
puxando a tiracolo(prá quem puxa uma carreta, não é nada)sua gata, uma loura linda,
gostosa e??? burra prá caralho(grande gabriel, será ele o pai da criança?). ex.: ele derruba
sua bolsa no chão prá distrarir num sei quem e eliminar mais um inimigo, que dá um trabalho
da porra, a cada porrada que o vleck lhe dá no braço para derrubar a arma, esta dispara e
suas balas perdidas fazem um senhor estrago na redondeza; o cacete comendo no centro e ela
de cócoras, apanhando suas coisinhas(umas trezentas), diz: "amor, achei o protetor labial",
passando a usá-lo naquela bocona(cái fora, jolie). e por aí vai. mais na frente, como ele não
pode parar se não morre. isto é, morre logo, tem que manter o nível da adrenalina a mil, aí
tenta estuprá-la, "cumê-la" em público, em pequin ou shangai(pensei eu na hora, por estarem
cercados de amarelos), era chinatown. eita l.a. do caralho. ela reclama aos gritos: "levanta es-
sa merda". dá trabalho, mas ele muda de posição, emborca a linda sobre aqueles porta-jornais
e no "parece mas não é", dá uma tremenda trepada, no meio de 300 mil pessoas. e o bus escolar passando cheio de chinesinhas a abrir os vidros vibrando, em êstase. e vai que vai. faz os filmes
de 007 e toda a infinidade de imitações e afins parecerem historinha de trancoso para lactentes
(do século passado, os de hoje já nascem matando).
do caralho. se ele num morre, quem morreria seria nós, amantes do cinema, sem fôlego.
confiram e digam.
chico.

p.s. - ou zé: depois tu me diz - pode ser via blog - se na penúltima linha seria seríamos ou
como está.

(1) - eu tive uma taça daquela, prá martini, celebrizada nos 007 e outros bons filmes. a empre-
gada(quando tínhamos, antes do fim da falácia do real) quebrou. procuro e não acho. quem de
vocês achar, adquira, que reembolsarei. cada drinque com seu copo.

"notas"

1 - "jogo mortal" - é de 72, já ouvi falar, já li alguma coisa na set, mas nunca assistí. decidi
ontem, ao ler a sinopse(via de regra são horríveis), mas essa tava boa:" marido convida a -
mante de sua esposa e lhe propôe uma considerável soma para matá-la" e em seguida a
resenha faladade marcelo janot, que disse ser o joseph l. macwienczy um dos grandes,
tendo encerrado a carreira em grande estilo com esse clássico. eu imaginava que ele fosse a-
penas produtor, daqui a pouco procurarei mais material sobre ele e postarei.
duas horas, 21 às 23 hs. sir laurence olivier é o marido, grandioso, fenomenal, faz a gaia pare-
cer a oitava maravilha do mundo e michael caine é o amante, muito menos seguro que o mari-
do, mas já o m.c. de sempre, mesma cara, mesmos olhos de cabra bodeada todo dia.
a cena de abertura é ótima: num labirinto verde daqueles palácios ingleses, o sir espera erecebe
o convidado, lhe oferece bebida, ele aceita uma vodca, não tem e l.o. lhe oferece um gim tônica.
o gelo é guardado em dois "isopor"/porta gelo de mármore. a essa altura eu já tava com a boca
cheia d'água, doido prá tomar uma. não preparei um prá mim, porque eles entraram na sala de
visitas, onde se passa ofilme todo. como os diálogos são muitos e incessantes e voce não pode deixar de prestar atenção ao sir olivier, afinal não étodo dia que você tem essa chance; decidi
que locarei a fita para duas sessões, a lida, para os diálogos, que são uma obra-prima e outra
só para ver, visto que não conheço ninguém que leia as legendas na parte de baixo da tela e veja
a interpretação do autor/autores da frase, os atores.
achei ste começo bastante estimulante. eles não param de falar um segundo. desconfio que
pacino deve ter gostado deste clássico e ter revisto várias vêzes, o que ajudou a transformá-lo
no grilo-falante de hoje.
mas aí, com quase uma horade filme, começei a cochilar. nada a ver com o filme, o interesse.
era o cansaço mesmo, depois de um dia de guaxuma, um ralí no sábado e desde dezembro, há
quase quarenta dias sem tirar de dentro, no ar direto.
tão logo ache para locar e depois de ver as duas vêzes, voltarei.
é teatro filmado, o que quando bem feito, resulta em cássicos como este.
chico.

2 - "elizabeth". gostei muito da primeira vez, mas só tive olhos pra catte blanchett, a maior
atriz da hora. mas o elenco todo tá perfeito e dessa vez enxerguei odiretorshekar kapur,
nunca "vi falar", pelo nome deve ser indiano, bom prá caralho, filma os castelos e seus cor-
redores imensos e monumentais, de cima, lá do telhado(se é que aquela maravilha tem
teto), lá da csa da peste, do céu. muito plástico o efeito.
chico.

domingo, 6 de janeiro de 2008

BROTHER - A YAKUSA EM LA

Não sei se gostam de filmes B. Aqui, acolá, dá prá arriscar um olho em algum. Recomendo BROTHER, escrito, dirigido e protagonizado pelo japonês TAKESHI KITANO, discípulo de JONH WOO. Maioria de atores nipônicos, todos desconhecidos (pelo menos prá mim), alguns poucos americanos, entre eles OMAR EPPS, que faz a série HOUSE (TV) e já fez entre outros ALFIE, com a bela MARISA TOMMEI e o galã JUDE LAW. Filminho bem feito que retrata com crueldade e fidelidade desconcertantes o drama da violência perpetrada pela máfia japonesa na América, sempre em nome da honra, claro. Vale a pena (sem grandes pretensões).

Ráu.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

BLADE RUNNER - Marco e perfeição

Alô moçada. Esta é a minha primeira postagem. Fiz uma síntese de BLADE RUNNER, colada abaixo:

O filme Blade Runner - O Caçador de Andróides tornou-se um marco na história do cinema. Para mim, o melhor filme de todos os tempos. No mínimo, aquele que mais me impressionou. Quebrou o paradigma do cinema de ficção, até então mais afeito à exploração do alienígena, muitas vezes caricato e inverossímel, outros nem tanto, mas, enfim, sempre buscando inspiração nos mundos alheios. O Caçador, ao contrário, retrata de maneira surpreendente, um tema bem mais aceitável, embora à época distante, mas sempre atualíssimo: O clone humano. Mesmo que em 1982, ano de seu lançamento, isso fosse um assunto menos palpável que nos dias atuais, era, e ainda é, algo bem mais apreciável que os ET´s, de Varginha, ou não.

O filme é um luxo só. Enredo equilibrado sobre um tema polêmico. É tão bem encaminhado pelo diretor Ridley Scott, que eventuais erros técnicos só poderiam ser percebidos por alguém com bem mais astúcia cinematográfica do que eu. A direção é show de bola. A câmera estática e a falta de ação, não tiram, em absoluto, o brilho do filme. Ridley controla o seu elenco com maestria invejável, cena a cena, priorizando detalhes e nuances que vão delineando o entendimento da trama. O elenco é de primeira. Muitos consideram Harrison Ford enfadonho, mas encaixou muito bem no papel de herói humano, aquele que bate, mas também apanha. Eduard James Olmos, Sean Young e Daryl Hannah fizeram os melhores papéis de suas vidas. Quanto a Hutger Heuer, aí são outros quinhentos. Ele simplesmente rouba a cena. É o dono do filme. Ele é o replicante que faz a trama girar em torno de si, até o último instante, na impagável cena em que poupa a vida do caçador, certamente, porque enxergava nele a perpetuação da própria espécie.

Gostei mais da versão original, a primeira - a do cinema, quando o caçador ia narrando o filme, de forma contida, é bem verdade, mas que contribuiu em muito, para a compreensão da história. História muito bem contada, e excepcionalmente bem conduzida pelo mestre Ridley – fumacinhas à parte.

Ráu.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

"e agora, roubei um rembrandt?"

pensei que era alemão, no final vim saber que é dinamarquês. bom.
decidi assistir pela primeira cena: o rabo de cavalo/barbicha tá dando nova entrada na
prisão, quando ao cruzar com um jovem que tá saindo, livre, diz:
-"tom, o que está fazendo aqui?
-oi pai, acabo de cumprir três meses por drogas.
-voce me deve 70 coroas.
-só tenho 45"
aí o pai segura.
ao ser solto, o pai encontra o filho bolando o roubo de um quadro num museu lá, com um amigo, apreciador
de arte. ele e um amigo se prontificam a ajudar, a participar do trabalho. vão, lá, roubam o
quadro, quando mostram ao filho, este fica puto, era outro quadro. discussão da porra; entra
o noticiário da tv dizendo que acabara de ser roubado um rembrandt, "a dama e o cravo" no
valor de 25 milhões de coroas. a obra assinalada pelo filho com um x no folheto do museu, valia
duas mil coroas. imagine. rolo da porra. tão ricos? ah, essa vida é boa por isso, nem sempre é o que parece ser.
o cinema americano ainda é o melhor do mundo. a questão é que por ser industria, fabrica muita porcaria. muita bomba, muito clichê, mesmice. quando pinta algo diferente, francês, italiano ou
mesmo dinamarquês é uma bênção.
não conheço ninguém, nem o diretor. bom, muito bem desenvolvido. chequem.
chico.