segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"um plano brilhante"

de michael radford("1984", onde esteve melhor, talvez pelo excelente material que é o
livro de george orwell; "o poeta e o carteiro", não vi).
london diamond, a maior firma de diamantes do mundo(na exploração, compra, distribuição
e venda, empresa global nos anos 60) só poderia ser inglesa. a demi moore - que
surpreendentemente está bem, sutil, ambígua - é a única mulher executiva da empresa,
muito competente, mas sempre preterida na hora das promoções. o incansável michael caine é o servente, encarregado de toda limpeza do prédio e pequenos serviços e manuten
ção, turno noturno. sacou? puta-véia, o plano(é verdade, brilhante mesmo)é seu. ela faz
cu-doce, mas ele a convence. é cinemão, inglês, sério, pesadão, o radford é uma burocracia da porra, mas é ótimo. c se abre com o que eles(90 por cento dele)conseguem,
quem imaginaria. e o filme prova ca porra do acaso existe, né foda? o brinco dela cai
na pia e aí....
não, num vou entregar.
chico.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

PREMIAÇÃO DO OSCAR - Está chegando a hora

As apostas de ÉPOCA para as principais categorias do Oscar 2009
O editor de cultura Luís Antônio Giron arrisca-se a prever alguns dos premiados na cerimônia que acontece dia 22 deste mês
REDAÇÃO ÉPOCA

Melhor filme
Quem quer ser um milionário? É a entrada pela porta da frente do cinema indiano na festa. Ele vem com uma equipe anglo-indiana de alto extrato para contar uma história alto-astral.
RÁU: Será que vão premiar um filme indiano? Acho que "O CURIOSO CASO DE BENJAMIM BUTTON" leva.

Melhor Diretor
Depois de dirigir filmes de ação como Seven, David Fincher mostra maturidade artística em O curioso caso de Benjamin Button, um poema visual sobre a passagem do tempo.
RÁU: Concordo.

Melhor Atriz
O brilho de atrizes consagradas foi ofuscado pela estonteante performance de Kate Winslet em O Leitor. Depois de cinco tentativas, ela deve ganhar o prêmio.
RÁU: Concordo. Mas, vai ser páu com ANNE HATTAWAY ("O CASAMENTO DE RACHEL")

Melhor Ator
Mickey Rourke, em O Lutador, conta com a vantagem de viver um papel que reflete sua própria vida de decadência e superação.
RÁU: Concordo. Por incrível que possa parecer, esse "mala" deve levar.

Melhor Animação
Wall-E, da Disney-Pixar, faz uma alegoria futurista do desastre ecológico do planeta. Mas John Lesseter, o criador da Pixar, concorre com Bolt, que pode levar também.
RÁU: Páreo duro. Difícil prognóstico.

Eles não opinaram quanto ao melhor ator coadjuvante, acho que ROBERT DOWNNEY JR ("TROVÃO TROPICAL") leva; e melhor atriz coadjuvante, acho que MARISA TOMMEI ("O LUTADOR") leva. Em tempo: Ainda não vi nenhum filme. Estou opinando com base na opinião de outros críticos.

"falcão negro em perigo"

a república democrática somali - somália - fica no extremo leste da áfrica, ponto
mais oriental do continente e é a nação com o maior número de subnutridos do mundo,
cerca de 80%.
pobreza, guerra civil,lá vai o americano se meter e manda os rangers e o delta, com
seus belos e eficientes helicópteros black hawk, para capturar dois generais. acon -
teceu realmente, governo clinton.
a operação parecia simples, ao menos no planejamento e explanação do general garrison
(sam shepard, fenomenal como sempre), mas os "neguin" cum fome lá embaixo,, armados até os dentes(muito provavelmente pelos próprios ianques) derrubam dois falcões. ói
o cu-de-boi. o que era prá levar meia hora se estende por longas quinze horas de car-
nificina, com um total de 19 soldados americanos mortos e 100 somalis da milícia. uma
tremenda cagada.
é um filmaço. o ridley se supera a cada trabalho. ação, adrenalina o tempo todo, sem
tirar de dentro, corpos mutilados, sangue dando no meio da canela. faz "apocalipse
now" parecer uma brincadeira de um copolla sob efeito da canabis; "platoon" uma bobagem do picareta oliver stone. foi acusado na época do lançamento de patriotismo. não vejo assim. vejam.
além do sam, estão muito bem o sizemore, o eric bana e o chorão joss. completamente
apagados ewan mcgregor e orlando bloom, que para o bem geral da nação morre logo
no começo.
não é documentário como o carinha aí falou. é cru e não fica naquela de "discutir a
relação",filosofar sobre a estupidez da guerrra e frescuras do tipo.
quem viu?
chico.



transparente.gif (35 bytes)Falcão Negro em Perigo
Em outubro de 1993, durante a guerra civil da Somália, uma força de elite americana é enviada para capturar generais locais. Porém, após dois helicópteros serem derrubados, o que deveria ser uma operação simples se torna uma extensa batalha. Dirigido por Ridley Scott (Hannibal) e com Josh Hartnett, Ewan McGregor e Tom Sizemore no elenco. Vencedor de 2 Oscars.

seta3.gif (99 bytes) Ficha Técnica seta3.gif (99 bytes) Elenco
seta3.gif (99 bytes) Sinopse seta3.gif (99 bytes) Críticas
seta3.gif (99 bytes) Pôsters seta3.gif (99 bytes) Imagens / Trailers
seta3.gif (99 bytes) Premiações seta3.gif (99 bytes) Curiosidades

seta3.gif (99 bytes) Ficha Técnica
Título Original: Black Hawk Down
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 143 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2001
Site Oficial: www.spe.sony.com/movies/blackhawkdown
Estúdio: Columbia Pictures Corporation / Revolution Studios / Jerry Bruckheimer Films
Distribuição: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Ken Nolan, baseado em livro de Mark Bowden
Produção: Jerry Bruckheimer e Ridley Scott
Música: Hans Zimmer
Fotografia: Slavomir Idziak
Desenho de Produção: Arthur Max
Direção de Arte: Pier Luigi Basile e Marco Trentini
Figurino: Sammy Howarth e David Murphy
Edição: Pietro Scalia


seta3.gif (99 bytes) Elenco
Josh Hartnett (Sargento Matt Eversmann)
Eric Bana (Sargento Norm "Hoot" Hooten)
Ewan McGregor (John Grimes)
Tom Sizemore (Tenente-coronel Danny McKnight)
William Fichtner (Sargento Paul Howe)
Jason Isaacs (Capitão Mike Steele)
Jeremy Piven (Cliff Wolcott)
Sam Shepard (General William Garrison)
Johnny Strong (Sargento Randy Shughart)
Ron Eldard (Mike Durant)
Hugh Dancy (Sargento Kurt Schmid)
Ian Virgo (John Waddell)
Ewen Bremner (Shawn Nelson)
Tom Hardy (Lance Twombly)
Tom Guiry (Ed Yurek)
Gabriel Casseus (Mike Kurth)
Orlando Bloom
Ioan Gruffudd



seta3.gif (99 bytes) Sinopse
Em outubro de 1993, os Estados Unidos enviaram um grande contingente de soldados para a Somália, que estava passando por uma guerra civil na época. O plano do exército americano era enviar tropas para o local a fim de desestabilizar o governo da Somália para poder levar comida e ajuda humanitária para a população faminta. Em uma de suas missões, cerca de 100 soldados são enviados para capturar dois generais somalianos mas a operação, que deveria durar em torno de uma hora, passa por complicações quando dois helicópteros Black Hawk são abatidos por atiradores do exército local. A partir de então tem início um grande conflito entre os soldados americanos e o exército local, que resulta em uma batalha de 15 horas e centenas de mortes.


seta3.gif (99 bytes) Pôsters
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seta3.gif (99 bytes) Imagens
- Clique nas imagens para vê-las ampliadas em uma nova janela.






seta3.gif (99 bytes) Trailers
- Clique aqui para ver o trailer. Você precisa do Quicktime para isso.


seta3.gif (99 bytes) Premiações
- Ganhou 2 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Som e Melhor Edição. Recebeu ainda outras 2 indicações, nas categorias de Melhor Diretor e Melhor Fotografia.

- Recebeu 3 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Som, Melhor Fotografia e Melhor Edição.

- Recebeu 2 indicações ao MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Sequência de Ação.

- Recebeu uma indicação ao Prêmio Adoro Cinema 2002, na categoria de Melhor Fotografia.


seta3.gif (99 bytes) Curiosidades
- Falcão Negro em Perigo foi inteiramente rodado em locações no Marrocos, durante 4 meses.

- Inicialmente Falcão Negro em Perigo seria apenas lançado no circuito comercial americano em 1º de março de 2002, mas os bons resultados das exibições-teste do filme acabaram fazendo com que seus produtores resolvessem antecipar a estréia para 28 de dezembro, nas cidades de Los Angeles e Nova York, a fim de torná-lo elegível para o Oscar.

- O orçamento de Falcão Negro em Perigo foi de US$ 95 milhões.


seta3.gif (99 bytes) Críticas
nota Resumo
5

Francisco Russo (Adoro Cinema): "O filme é praticamente um documentário de guerra filmado." Texto completo
5

Alexandre Santos (Crítica do Leitor): "Para quem gosta do gênero de guerra se prepare para entrar em uma verdadeira guerra civil entre norte-americanos e somalis." Texto completo
8

Ivan Sérgio Rey (Crítica do Leitor): "Trata-se de uma história enfocada quase que como um documentário." Texto completo
3

Alexandre de Almeida Guedes (Crítica do Leitor): "Um filme medíocre! Uma decepção ver o talentoso Ridley Scott, após Gladiador, dirigir um filme ufanista, inconsistente e com cenas patéticas, como aquela em que o soldado está sem pernas e ainda vive. Uma lástima!"
10

Leandro Gantois (Crítica do Leitor): "Perfeito e

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

"appaloosa"

eu tava atrás do marcelo janot no críticos de cinema.com. mas só tem esta crítica do
gallego. aí tá certo, viu diferente de mim, mas escreveu muito bem.
os tres primeiros parágrafos, dissertando sobre o gênero, estão perfeitos.
quem já viu, fora o zé?
chico.



PURO PRAZER DE ACOMPANHAR UM "FILME DE BANG-BANG"

Por LUIZ FERNANDO GALLEGO
15/1/2009

Alguns estudiosos dos westerns no cinema surpreendem os fãs quando dizem que algum esgotamento do gênero já existia no início dos anos 1950, década em que surgiram (para lembrar apenas alguns títulos clássicos) Matar ou Morrer de Fred Zinnemann (High Noon, ’52), Os Brutos também amam de George Stevens (Shane, ’53), além de um dos grandes filmes de todos os tempos em qualquer gênero, Rastros de Ódio, do – ainda e sempre - maior de todos os cineastas que se dedicaram ao formato, John Ford (The Searchers, ’56).

Para aqueles puristas, independentemente de suas qualidades, os dois primeiros filmes citados já seriam obras que modificavam o western “puro” (quem define o que seria exatamente isto?) trazendo a pretensão de usar o modelo com novos significados (a questão política do McCarthysmo em Matar ou Morrer) ou mesmo estabelecer uma reflexão arquetípica e elegíaca (no caso de Shane, que seria então uma espécie de “pré-pós-moderno” referencial). O caso de Rastros de Ódio, entretanto, apontava para uma possibilidade de renovação dos clichês do feitio, abrindo espaço para revisão de mitos maniqueístas que filmes-tipo mais antigos do próprio John Ford ajudaram a cristalizar. Na década seguinte, o velho diretor tido como bem reacionário trocaria definitivamente o papel de vilões, antes atribuído aos indígenas, agora vistos como vítimas (Cheyenne Atumn ou Crepúsculo de uma Raça, ’64) realizado após a denúncia de mitologização pelo western, revisto como um formato muito distante das verdades históricas da conquista do oeste (O Homem que matou o Facínora, ’62).

Tentativas de atualização na década de 1960 passaram pela exacerbação da violência (o “western-spaghetti” de Sergio Leone e Meu Ódio será tua Herança, de Sam Peckinpah), do humor (Butch Cassidy) e do revisionismo mais amplo que trocava definitivamente a mitologia antiquada por propostas de aparência menos fantasiosa (Pequeno Grande Homem de Arthur Penn e McCabe e Mrs. Miller de Robert Altman). Mas só vinte anos depois, através de Dança com Lobos de Kevin Costner e de Os Imperdoáveis de Clint Eastwood, foi que o cenário do Oeste americano voltou a merecer nova atenção entusiasmada do público e em premiações. Desde então, esforços isolados tentam revitalizar o gênero, incorrendo em resultados que podem ser interessantes, ainda que com narrativa distante dos mais diversos padrões de western (O Assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford), refilmagens menos atraentes (como a do cinqüentão 3:10 to Yuma aqui intitulado Os indomáveis, com Russel Crowe e Christian Bale) ou esforços de atualização frustrados (À procura da vingança - Seraphim Falls - com Liam Neeson e Pierce Brosnam).

É neste panorama incerto que o segundo filme dirigido pelo excelente ator que é Ed Harris bate nas telas como uma agradável surpresa. Primeiramente porque, exceto pela qualidade da realização, em nada lembra o filme anterior de Harris feito há 8 ou 9 anos, Pollock; além disso, o roteiro, do qual o diretor participa como co-autor, consegue reviver muito do clima tradicional do gênero e, tal como a linguagem fílmica adotada, vai fluindo muito bem, sem invencionices de reformular nada nem reinventar a roda, o que devolve a antigos espectadores o puro prazer de acompanhar um “filme de bang-bang” com uma história que se desenvolve em reviravoltas algo inesperadas.

Visualmente encontramos bons e bonitos enquadramentos funcionais em espaços abertos; e diálogos corretos em cenas de interiores. Podem-se questionar alguns pontos menos satisfatórios na caracterização do personagem central vivido por Harris, mas o ator, raramente lembrado em premiações, ajuda a suplantar algumas passagens com as dispensáveis dificuldades verbais do xerife que interpreta. O co-astro Viggo Mortensen como seu colega e amigo foi mais bem aquinhoado com um tipo caladão que é ao mesmo tempo um narrador não interferente demais, testemunha e co-protagonista.

De quebra, Jeremy Irons brilha como um vilão sem caricatura e Renée Zellweger surge menos chatinha do que de hábito, e consegue levar adiante algumas características um pouco menos convincentes da personagem. Mas o filme não quer mesmo “psicologizar” nem “explicar” tais possíveis personalidades no velho oeste. No máximo, importa o pano de fundo dos episódios que recorre a um cenário onde a Lei ainda é frágil, desrespeitada ou – pior ainda –muda ao sabor de interesses, sofrendo apropriação pelo poder que se deixa corromper ou cooptar por “resultados” antes de respeitar princípios. Mas isso de “princípios” não é tão enfatizado como qualidade daqueles tempos e nem se transforma em discurso moralista no filme: a rigor nenhum personagem é modelar.

Ainda vale a pena prestar atenção na prostituta que pouco aparece mas é bem defendida por Ariadna Gil, assim como em aspectos da música incidental de Jeff Beal: o tema de chegada da personagem de Renée Zellweger é criativo e pouco habitual no gênero (um conjunto de cordas); embora em outros momentos Harris pudesse dispensar trechos musicais “climáticos”. O ator-diretor recorreu ao mesmo compositor de seu Pollock, mas espertamente recorreu ao fotógrafo de Dança com Lobos, o premiado Dean Semler. Edição com bom ritmo permite que o filme possa agradar mesmo aos que não se entusiasmam com o gênero e/ou ficaram insatisfeitos com outros exemplares recentes.

# APPALOOSA - UMA CIDADE SEM LEI (APPALOOSA)
EUA, 2008
Direção: ED HARRIS
Roteiro: ED HARRIS e ROBERT KNOTT
Fotografia: DEAN SEMLER
Edição: KATHRYN HIMOFF
Direção de Arte: STEVE ARNOLD
Figurino: DAVID C. ROBINSON
Música: JEFF BEAL
Elenco: ED HARRIS, VIGGO MORTENSEN, JEREMY IRONS, RENÉE ZELLWEGER, TIMOTHY SPALL, ARIADNA GIL.
Duração: 114 minutos
Site oficial: http://welcometoappaloosa.warnerbros.com

domingo, 1 de fevereiro de 2009

"o segredo"

o casal e a filha(desajustada ou adolescente/aborrecente?)chata prá caralho, tipo
aquele pivete de "central do brasil" e outros tantos personagens do cinema.linda
família típica americana... aí, mãe e filha discutindo no carro numa auto-estrada,
o acidente, hospital, as duas prá morrer, morre-num-morre, a máquina da menina para
de marcar/bater, ela mmorre(?). o chefe da família, já ali, percebe que a esposa(a
mignon e ótima lili taylor)pisca/abre um olho, ele grita e a equipe risca na hora,
faz a desfibrilação(é assim?), recapturando-a, vê o marido já desesperado e ela mais
ainda pede," me remova, me encoste nela", ela pega em sua mão(uma pegada de respeito), aos gritos:
"sam, sam(de samantha), que deu um tremendo trabalho pro médico-chefe, separar/soltar. deve ter sido ali que aconteceu.
o pai é médico, oftalmologista.com o exacerbado esforço pós coma,ela morre. a filha,
depois de algum tempo, retorna. um tempo depois, ao despertar do coma, o pai - sempre a seu lado - conta sobre a mãe e ela surta, arrancando os tubos, aquela porra toda, pulando do leito e saindo pelo corredor feito uma louca. bom, né? só perdeu a "mulé",
a filha escapou, menos mal. porra nenhuma. a menina "voltou" como a mãe. né foda? é,
é foda. imagine a situa, o drama do cara(david arquivo X duchovny, faz uma força da porra, mas não é um ator((1)), vai à loucura com o desdobramento da coisa: ela fala, escreve, fotografa, raciocina e quer foder com ele - claro - como a mãe gostava.
filme da porra. roteiros são muito importantes. não adianta c ter uma super produ-
ção, se não tiver um bom roteiro, uma boa idéia, uma boa história. está aqui mais uma prova.
filmado no canadá(tá na moda e eu acho ótimo), produzido por luc besson e dirigido por vincent perez, aquele ator com cara de fuinha que só faz papel de drogado e que
estreou(se é o caso) muito bem.
não deixem de ver, agora comentem, postem, entrem nesta buceta. qui porra.
chico.

(1) se bem que ele convence como o médico decadente por ser dependente químico(
droga, anfetaminas, comprimidos, morfina)que por acaso salva a vida, por ser com-
petente e fazer os procedimentos corretos, do bandido/mafioso/chefão thimoty hutton
(excelente, estraçalha). de quebra ele come a mulé do chefe,a beiçola angelina jolie
já(em 97)mostrando ser boa atriz, apesar de baranga.

p.s. 2 - sim, a menina,olívia thirlby(?) tem talento; papel muito complexo e ela vai e vem na maior.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

"apallosa"

ou o samba do crioulo doido versão western.
ed harris é há um bom tempo dos melhores atores do cinema americano. partiu prá
direção em "pollock", muito bem falado e pouco visto. agora, co-produziu, co-escreveu,
dirigiu e interpretou(com a competência de sempre, sóbrio, sério, econômico, convincente) este. aconselho-o a continuar à frente das câmeras. se bem que-a rigor-
a direção é boa, a desgraça está no roteiro e nos constrangedores diálogos. há vários
patéticos. no vagão do trem que transporta o fazendeiro assassino(jeremy irons,q.não
deve ter gostado nada da empreitada, não se dedicou, apesar da arrebatadora cena
inicial em que ele mata o xerife e seus dois auxiliares a sangue frio e como num passe de mágica) entra o velhinho bilheteiro(?)
e anuncia: "estamos chegando". alguém pergunta: "falta quanto tempo?" ao que responde
"uma hora". vai te fudê(desse jeito). e muitos outros.
ed e vigo chegam à cidade-título chamados pelo "sistema"(os velhos,ricos,poderosos
e covardes que seriam os donos comportados e politicamente corretos da aldeia não fosse a fúria assassina do jeremy, que pinta e borda: compra não paga, bebe idem, estupra,
rouba, toma, mata e vai cagando e andando)por sua fama de salvadores da pátria como
xerife e sub-delegado em outras situações idênticas; sua competência e eficiência.
o virgil do ed é um animal, burro e analfa, mas um monstro durão e frio, que não teme
a morte e portanto mata bem. o seu amigo, parceiro, consultor, conselheiro, braço-direito, boca de forno, anjo da guarda é tão bom quanto, até melhor por ser mais in-
teligente, sagaz e leal, ou seja o anjo protetor que todo mundo pediu a deus. esse
vigo tem crescido, ser dirigido duas vêzes seguidas por cronnemberg só lhe fez bem
e ele é o melhor do filme - em todos os sentidos e de qualquer ângulo.
o faroeste é o gênero americano por natureza e por isto é o maior. não pode ser
subvertido, reinventado ou qualquer coisa do tipo. todas as tentativas fracassaram
e não seria diferente agora. respeite o povo, porra. todos os elementos ali na mão,
história clássica( marca registrada do tipo), personagens ricos, boa reconstituição
de época, belas locações(novo méxico) valorizadas pela ótima fotografia... tudo
desperdiçado.
caralho! que diabo foi aquilo que que o ed e o outro roteirista fizeram com o personagem do irons? depois das duas fugas, ele volta à cidade, abre a porta e diz
pro xerife virgil: "é um prazer revê-lo" e aquele não lhe dá um tiro ou, na pior e
mais educada hipótese, não o prende? o filme acabou ali. tem outro momento-cagada
antes, na "aparição" rápida e desnecessária dos índios, que entram calados e saem mudos, após se venderem por um cavalo. vá-tomá-no-cu!
e o pior é que o ed chega a tirar um fino, há momentos bons, principalmente do vigo(quase irreconhecível no início, escondido atrás do bigodão e cavanhaque), seu
olhar perspicaz e seu inseparável rifle do tamanho do cão, sempre aos ombros.
a discussão/defesa da tese medo/falta de é muito interessante e bem feita.
mas falta ao filme credibilidade.
qui peste a renèe boca de pica-torta zellweger foi fazer ali? foder com os caras?
além de dar prá todo mundo? porque o ed não matou-a quando ela tava dando pro sequestrador no rio? são muitos furos.
talvez, no futuro mereça uma revista numa cópia honesta, esta "pira" do zé tá muito
falha, mordendo, mosaicando(às vêzes o povo está lá falando virado na boba e não
aparece a legenda ou só a metade).
quem viu? aceito defesa ou outras opiniões.
chico.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"jogo de perdedores"

a releitura de "desafio à corrupção".
ao comentar sobre ele, quando de um e.mail do meu amigo roberto de matéria da isto é
sobre o cancer terminal do friend paul, sua saída do hospital para o seu rancho, fui
cruel e injusto(isto aqui é o mea culpa). vide blog ou e.m. da época, cerca de 3 me -
ses atrás.
o que será? é o momento, a hora, "os bofe", o fel, a bile, o azedume, "quiporra" é
isso?
revi-o - desta vez, todo, em suas duas horas e carquerada - ontem e hoje ao abrir o
blog, o e.m. do gabriel, deu vontade de fazer esta resenha, mas num deu tempo, vai
agora.
vou ser curto porque o carinha aí já disse tudo. entrei no google atrás da sinopse,
ficha técnica(depois eu mando) prá ver ano, curiosidades, etc., mas gostei tanto des-
ta leitura que vai ela.
na minha crítica, pequena, toques, dicas sobre os seus filmes, vistos por mim,
achei e cheguei a dizer: "bola fora, ele exibe aquele famoso sorriso toda hora, tempo
todo, à exaustão, na vitória, na derrota, no sucesso, no fracasso". putaquipariu!
quanta injustiça, nada disso. ele tá bem paporra. o sorriso é do personagem, cínico,
cauboy("onde mora", pergunta a bebinha manca; "por aí", responde o vencedor). eita
porra.... é não óia... é perdedor, segundo o cão/george c. scott(impressionante).
já para sarah, ele é um vencedor, afirma ela, quando ele, encucado, lhe conta o que
bert lhe jogou na cara: "é não, é inveja dele, porque não é como voce, não é bom no
que faz". vissse, viram? é o tal do maniqueísmo, o bem e o mal, às vêzes até caminhan
-do juntos. é foda, chega a ser bíblico. tá tudo lá: a culpa então, essa nossa grande
herança do catolicismo, chega a doer.
só faço - como não poderia deixar de ser -dois reparos ou complementos no texto do grande aí. primeiro:"recriminado violentamente". na verdade "os cara" deram um cacete
e quebraram seus polegares. pásifudê, é como se cortassem as mãos do schumacker,
arrancassem o terceiro olho(o do cu) do pelé, por aí. segundo: "trágico acontecimento
num quarto de hotel em louisville".ou meu filho - sei que voce não queria entregar o
filme - deixe de ser vaselina, ela se matou, porra, depois de beba, como sempre, ter
dado pro cão, porque o paul trocou-a por uma partida de sinuca.
sim, é preto-e-branco, mas voce vê(ou sente) o azulão dos óio do meu amigo.
a piper laurie(mãe doida de "carrie a estranha") mata a páu como a cachaceira de
respeito.(1). o jackie "fats" gleason, excelente, assim como george e todo o elenco.
"a cor do dinheiro" não amarra a chuteira. também... do merdinha scorcese.
(1)"encher a cara logo cedo na rodoviária". essa não conhecia não, num fiz ainda não.
agendei.
chico.





Marcelo Zambon (e-mail), Leitor do Adoro Cinema - Nota 10:

"O JOGO DA VIDA

De lamentável esse filme só tem o título em português : Desafio à Corrupção, totalmente inoportuno e infeliz em comparação ao original - The Hustler - que seria algo como profissional, pessoa enérgica. O profissional em questão é Eddie "Fast" Felson (Eddie Ligeiro) e sua habilidade é a sinuca. Paul Newman vive o jogador numa performance impressionante, amparado pela ótima Piper Laurie e pelos coadjuvantes George C. Scott e Jackie Gleason nesse filme espetacular dirigido e roteirizado por Robert Rossen (A Grande Ilusão). A excelente fotografia em preto e branco (premiada com o Oscar) é de um brilho todo especial.

O filme começa em um salão de sinuca quando Eddie chega do Kentucky com seu sócio, uma espécie de empresário nos seus jogos, Charlie a fim de desafiar o melhor jogador da região - Gordo Minnesota. O salão pára para o duelo dos dois jogadores que jogam por mais de 40 horas seguidas, num jogo estressante e cansativo com uma tensão presente em cada tacada. Eddie vencia o Gordo Minnesota que continuava a jogar seguindo ordens de seu sócio Bert Gordon (grande atuação de George C. Scott) que ao analisar a personalidade de Eddie concluiu que ele era um perdedor nato e orgulhoso e que era só esperar a hora de derrotá-lo, o que aconteceu ao fim das quarentas horas de jogo.

Bêbado e sem dinheiro, Eddie abandona seu sócio Charlie e vagueia pela cidade sem destino. Ele encontra Sarah (Piper Laurie), uma mulher solteira, perdida, sem motivações e desamparada que tem como passatempo encher a cara na rodoviária logo cedo do dia. Depois de dois encontros casuais, eles acabam se juntando, já que possuem muitas amarguras e desencantos em comum. A união de ambos se desenvolve bem por alguns dias, mas a falta de perspectivas, o medo do envolvimento sério e a obsessão de Eddie com a sinuca balançam seriamente o casal.

Eddie, em busca de dinheiro, joga por qualquer quantia em espeluncas da cidade e após derrotar impiedosamente um adversário em partidas consecutivas mostrando todo o seu extraordinário talento é recriminado violentamente pelos jogadores do bar. Enquanto se recupera na casa de Sarah, ele é procurado por Bert para patrocinar seus jogos de sinuca. Eddie aceita embarcar numa turnê com seu novo sócio e decide levar consigo Sarah após uma emocionante conversa. O relacionamento de Sarah e Bert é tumultuado desde o início, já que ela ama Eddie e não está nem aí para o jogo e Bert apenas visa lucro usando o talento de Eddie. O acordo dos dois é desfeito depois de um trágico acontecimento num quarto de hotel em Louisville.

Modificado e com nova personalidade, Eddie Felson volta ao salão de sinuca do início para desafiar novamente o Gordo Minnesota e aposta seus últimos trocados. Disposto a mostrar que é o melhor jogador de sinuca, ele simplesmente trucida o Gordo, não lhé dá a mínima chance e realiza jogadas impensáveis e improváveis. É contagiante a garra com que joga, a sua determinação em ganhar todas as partidas. É vibrante e estimulante ver o novo jogador que Eddie se transformou e como ele mesmo diz a Bert que acompanha o jogo : "Agora tenho algo mais que talento. Achei meu caráter num hotel de Louisville". Eddie não é mais o perdedor nato de outrora que não preservava nem as pessoas que o amavam; agora ele é o melhor, imbatível e sabe disso. É emocionante verificar a sua descoberta. Antes de deixar o recinto, Eddie fala que o Gordo é um grande jogador de sinuca e esse agradece. Essa maravilhosa cena final é antológica, o confronto psicológico dos dois personagens memorável e o jogo de s!
inuca se torna apenas o pano de fundo no jogo da vida. Repare que ainda no final, o diretor, inteligentemente, não corta logo a cena, talvez já prevendo um momento de reflexão do espectador.

O ponto forte do filme é o tocante relacionamento de Eddie e Sarah. Um casal injustiçado pela vida, marcado pelo lado marginal da sociedade e já incapazes de demonstrar amor por alguém. É triste e decepcionante conferir a baixa auto estima dos personagens que se afogam no universo trágico da bebida e não mostram força e desejo de sair do abismo que são as suas vidas. A escalação de todo elenco é fabulosa e muito bem feita, todos parecem perfeitos no papel e importantes na trama, não à toa que os quatro personagens principais foram indicados ao Oscar. George C. Scott e Jackie Gleason como atores coadjuvantes, Piper Laurie para atriz e Paul Newman que lastimavelmente perdeu o Oscar por essa atuação magnífica para Maximilian Schell por Julgamento em Nuremberg. A prova da terrível injustiça cometida pela Academia e o reconhecimento pelo personagem veio 25 anos depois, com o prêmio de melhor ator (único) pelo mesmo papel na "continuação" A Cor do Dinheiro dirigida por Martin Scor!
sese. É claro que todo mundo sabe, até o próprio Newman que o prêmio foi um evidente pedido de desculpa. O filme ganhou o Oscar de direção de arte e ainda concorreu a roteiro, direção e filme. Por atuações como em Desafio à Corrupção, que Paul Newman se confirmou, indiscutivelmente, como um dos maiores atores da história do cinema. Um filmaço!"