muito bom. eça escreveu criticando portugal, o filme se passa no méxico, mas poderia ser no brasil ou em qualquer outro país; afinal o velho tchecov já dizia: "escreve
sobre tua aldeia e estarás escrevendo sobre o mundo".
o tema é universal: igreja-estado-política-poder(aí já com o tráfico e sua lavagem) e
sexo. ou seja é sobre o homem, a fraqueza humana.
o menor crime do amarinho é ter comido a amelita, linda fiel que se apaixonou por si,
ter-lhe engravidado, matado o filho deles e ela. a carne é fraca. ele vendeu sua alma
ao diabo(o bispo, fila da puta mor,que por isso mesmo chegou lá) que lhe promete a titularidade(?)da paróquia. tem o padi vermelho(para o papai) que cuida dos camponeses e tem o padi velho, o cônego(melhor desempenho do elenco todo bom), que não por acaso come a dona da pensão(mãe de amélia) e é um amaro gasto. é a vida.
a cena final é pá-si-fudê.
não deixem de ver e de comentar.
chico.
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Revisão | Livros
O Crime do Padre Amaro
Eça de Queirós
Do Etapa Vestibular
Primeiro grande romance de Eça de Queirós, O Crime do Padre Amaro tem por alvo a crítica à sociedade portuguesa por meio da análise de duas constantes: o anticlericalismo e o provincianismo.
Essa obra tornou-se o marco do Naturalismo na Literatura Portuguesa e, como naturalista, o escritor defende a idéia de que o homem é fruto do meio em que vive, da origem hereditária que carrega e do momento histórico em que vive.
Esse determinismo é responsável pelo amoldamento do caráter do homem e é nesse contexto que se insere o protagonista Amaro Vieira, filho de criada e que após a morte dos pais foi adotado pela rica marquesa de Alegros. Tem sua educação voltada para o sacerdócio, embora não apresentasse vocação alguma para exercê-lo. Após ordenado, é nomeado pároco da pequena vila de Leiria e lá encontra Amélia, filha de Sá Joaneira, concubina do cônego Dias. Convivendo em um ambiente amoral, entre carolas e padres corrompidos, Amélia facilmente se deixa seduzir pelo padre Amaro.
Não há personagens livres da crítica ferina de Eça de Queirós, tanto no meio eclesiástico quanto no círculo de "amizades" e "devotas" que rodeia os padres. Quase todos os personagens são apresentados de forma sarcástica, irônica e crítica, sendo raras as exceções.
O romance de Amaro e Amélia vem à tona quando João Eduardo, noivo de Amélia, enciumado com as atenções que a moça vem dando ao padre, escreve um comunicado no jornal da pequena província, criticando as relações amorosas e pecaminosas dos padres que rompem com a promessa de celibato. O artigo provoca grande polêmica, e Amélia rompe o noivado para tornar-se exclusivamente amante do padre Amaro.
Grávida, Amélia vive enclausurada e recebe o apoio de um espírito generoso, o abade Ferrão. Após dar à luz, a personagem morre e seu filho é levado por uma "tecedeira de anjos". A criança desaparece de forma estranha e é dada como morta, apesar de ser aparentemente saudável. Embora tenha tido um ligeiro remorso, Amaro segue sua carreira, cuidando para ser mais cauteloso em suas aventuras.
As críticas de Eça de Queirós são dirigidas não só ao provincianismo de Leiria, mas a todo Portugal que, de certa forma e na visão do escritor, permanece aquém do desempenho de outros países europeus.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
"desrespeito ao consumidor"











A Múmia 3: A Tumba do Imperador Dragão (The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor)
Elenco: Brendan Fraser, Jet Li, Michelle Yeoh, Maria Bello, Luke Ford.
Direção: Rob Cohen
Gênero: Ação
Distribuidora: Paramount Pictures
Estreia: 01 de Agosto de 2008
Sinopse: A franquia "A Múmia" dá uma mágica reviravolta em direção à Ásia. Brendan Fraser retorna como o explorador Rick O'Connell para combater o ressurrecto Imperador Han (Jet Li) em um épico que vai das catacumbas da China antiga até o topo gélido do Himalaia. Rick é auxiliado na aventura por seu filho Alex (Luke Ford), sua esposa Evelyn (Maria Bello) e o irmão dela, Jonathan (John Hannah). Desta vez, os O'Connell devem parar uma múmia desperta de uma maldição de 2 mil anos que ameaça o mundo. Amaldiçoado por uma feiticeira traidora (Michelle Yeoh) a passar a eternidade em animação suspensa, o cruel Imperador Dragão da China e seus 10 mil soldados foram esquecidos por eras, silenciados na forma de um exército de terracota. Mas quando Alex O'Connell é levado a despertar o imperador, o inexperiente aventureiro precisa pedir ajuda às únicas pessoas que sabem mais do que ele sobre os mortos-vivos: seus pais. O monarca retorna à vida e nossos heróis descobrem que seus devaneios de dominação mundial só aumentaram com os milênios. Avançando sobre o Extremo Oriente com força sobrenatural inimagináveis, o imperador mumificado reerguirá sua legião... a não ser que os O'Connells consigam pará-lo.
Curiosidades:
» Maria Bello ('Show Bar', 'As Torres Gêmeas') irá substituir Weisz na produção, vivendo a esposa do personagem de Brendan Fraser.
» Para viver Alex, o diretor Rob Cohen escolheu o desconhecido Luke Ford, do ainda inédito 'Black Baloon'. Cohen revelou que com o novo personagem, a franquia pode ganhar mais filmes.
voce acredita que a melhor opção na seção da meia-noite foi este?tudo repetido. tamufu.
agora sempre é bom ver a maria bello, mesmo que seja num samba do crioulo doido.
chico.
terça-feira, 30 de junho de 2009
"trágico acaso"
fora minnie driver, não conheço ninguém.
filmes assim deveriam ser feitos mais vêzes. muito bom, diferente, não tem clichê,
bomba/explosão, final feliz nem pensar. é que a industria, como a grobo e qualquer
empresa ou business, precisa faturar, vive do lucro, aí fazem aqueles arrasa-
quarteirão,lançam no verão, nas férias e faturam horrores.
este é independente, bota livre nisso. a história, o roteiro é enxuto e muito bem
conduzido, narrando paralelamente a vida da mâe(minnie) e do saul, perdedor nato,
endividado de jogo, desempregado, pai doente e devendo ao agiota, duplicidade
de dívidas, ou seja: sem saída. não é a vida, são os últimos momentos, derradeiros
passos. o filme abre com o saul já na green mille, pula prá driver e aí vai alternan
do de maneira envolvente e muita competência os tais passos dos dois. barra pesada,
também nos diálogos. veja: o padi(ou reverendo) lhe diz numa das últimas visitas/
apoios: "porque foi o plano de deus", ao que o saul responde:(faz um curto resumo de sua vida e fecha: "entre o meu nascimento e agora, nesse entremeio, o que aconteceu em minha vida foi escolha minha, nunca mais me fale em plano de deus".
apesar de ser uma pedreira, crú, no final há um alento, quando a minnie deixa o
reboque com a bicicleta do filho de lado e provavelmente carregado do lixo que junta-
mos durante a vida, lá, desengata. achei positivo.
chico.
filmes assim deveriam ser feitos mais vêzes. muito bom, diferente, não tem clichê,
bomba/explosão, final feliz nem pensar. é que a industria, como a grobo e qualquer
empresa ou business, precisa faturar, vive do lucro, aí fazem aqueles arrasa-
quarteirão,lançam no verão, nas férias e faturam horrores.
este é independente, bota livre nisso. a história, o roteiro é enxuto e muito bem
conduzido, narrando paralelamente a vida da mâe(minnie) e do saul, perdedor nato,
endividado de jogo, desempregado, pai doente e devendo ao agiota, duplicidade
de dívidas, ou seja: sem saída. não é a vida, são os últimos momentos, derradeiros
passos. o filme abre com o saul já na green mille, pula prá driver e aí vai alternan
do de maneira envolvente e muita competência os tais passos dos dois. barra pesada,
também nos diálogos. veja: o padi(ou reverendo) lhe diz numa das últimas visitas/
apoios: "porque foi o plano de deus", ao que o saul responde:(faz um curto resumo de sua vida e fecha: "entre o meu nascimento e agora, nesse entremeio, o que aconteceu em minha vida foi escolha minha, nunca mais me fale em plano de deus".
apesar de ser uma pedreira, crú, no final há um alento, quando a minnie deixa o
reboque com a bicicleta do filho de lado e provavelmente carregado do lixo que junta-
mos durante a vida, lá, desengata. achei positivo.
chico.
domingo, 28 de junho de 2009
"estrangeiros"
"hulk" e o "incrível hulk". ang lee e louis leterrier.
estranhei muito o primeiro antes mesmo de assistir pelo nome do taywanês(vim saber agora, achava kera chinês). vendo, não gostei. do boneco, da leitura/roteiro psica-
nalítica demais para uma hq; apesar do elenco, bem, sobretudo o véi nick nolte e o
sam elliot.
o segundo é melhor, outra coisa, mais fiel ao seriado da tv(norton é co-autor do roteiro) e está bem como o doutor david bruce banner. gostei também do canastra wil-
liam hurt, ki cum bigodão chicodias tá parecendo um homem. tim roth tá papudinho i-
gual ao robinho, deve ser o scoth londrino.vejam bem eu estou falando, mas só vi uma hora e cinco minutos iniciais de sua 1,56 h total, devendo ver o resto hoje 20 h, du-
blado no pipoca(depois do jogo do brasil, imagine!?). a primeira meia-hora no brasil,
ri-di-janeiro, comunidade num sei das quanta, vulgarmente conhecida como rocinha, com
suas "laje" tipo michael jackson é a melhor parte, apesar de dois tremendos furos: os
atores são mexicanos, colombianos, ou seja, latinos, cucarachas e após o primeiro
surto, o hulck já acordando como bruce, kas roupas rasgadas, volta ao ar naquelas
pedras da floresta da tijuca, manjadas de tantos filmes, pergunta a num sei quem: "
onde estou?" e a resposta: "guatemala". kkkk,... coisas de hollywood.
este louis é françês e é bom no filme de ação(os dois "cargas explosivas" e aquele
cão num sei de que do jet li e morgan freemann. ele se saíu melhor q o lee, prova-
velmente por ser branco. ele tratou o material como deveria, de ação, entretenimento. o título é sobre essa questão:acho que estes gêneros, tão americanos,
deveriam ser dirigidos por eles. se bem que temos exemplos - exceções - clássicos,
como billy wilder(não lembro se alemão ou suiço)brincou nos gêneros mais caros ao americano: tribunal("testemunha de acusação"), ocaso de estrelas hollywoodianas("crepúsculo dos deuses"), imprensa/mídia venal("a montanha dos sete
abutres"), brodway("o pecado mora ao lado"), comédia("quanto mais quente melhor",
"se meu apartamento falasse", "irma la douce") comédia romantica("sabrina") com abso-
luto domínio e competência insuperável. outro caso, o austríaco fred zinemann que
com "matar ou morrer", não só reviu o gênero(western - o herói sua frio e treme nas
horas de perigo, algo nunca visto antes, inconcebível)como puxa as orelhas da sociedade
americana em sua hipocrisia evangélica, deixando o xerife na mão na hora da cocada.
"mm/hihg noon" é considerado por muitos como o melhor faroeste. ele brilhou também
em outra "tara" ianque, o filme de guerra com "a um passo da eternidade", o ataque a
pearl harbour, com direito a gaia no comandante, briga de bar dos entediados pracinhas montgmery clift e frank sinatra(não por acaso seu primeiro e único oscar, se eu não me engano). e o caso mais recente, de milos formann, theco que matou a pau
com "hair" o clássico musical sobre a estupidez do vietnan, sucesso teatral há vários
anos, a quem eu defendo com força apesar dele ter sido muito criticado na época por
não ter feito a leitura correta da peça por ser europeu. puro preconceito.
agora veja bem, citei treis gênios, hão de convir.
chico.
chico.
estranhei muito o primeiro antes mesmo de assistir pelo nome do taywanês(vim saber agora, achava kera chinês). vendo, não gostei. do boneco, da leitura/roteiro psica-
nalítica demais para uma hq; apesar do elenco, bem, sobretudo o véi nick nolte e o
sam elliot.
o segundo é melhor, outra coisa, mais fiel ao seriado da tv(norton é co-autor do roteiro) e está bem como o doutor david bruce banner. gostei também do canastra wil-
liam hurt, ki cum bigodão chicodias tá parecendo um homem. tim roth tá papudinho i-
gual ao robinho, deve ser o scoth londrino.vejam bem eu estou falando, mas só vi uma hora e cinco minutos iniciais de sua 1,56 h total, devendo ver o resto hoje 20 h, du-
blado no pipoca(depois do jogo do brasil, imagine!?). a primeira meia-hora no brasil,
ri-di-janeiro, comunidade num sei das quanta, vulgarmente conhecida como rocinha, com
suas "laje" tipo michael jackson é a melhor parte, apesar de dois tremendos furos: os
atores são mexicanos, colombianos, ou seja, latinos, cucarachas e após o primeiro
surto, o hulck já acordando como bruce, kas roupas rasgadas, volta ao ar naquelas
pedras da floresta da tijuca, manjadas de tantos filmes, pergunta a num sei quem: "
onde estou?" e a resposta: "guatemala". kkkk,... coisas de hollywood.
este louis é françês e é bom no filme de ação(os dois "cargas explosivas" e aquele
cão num sei de que do jet li e morgan freemann. ele se saíu melhor q o lee, prova-
velmente por ser branco. ele tratou o material como deveria, de ação, entretenimento. o título é sobre essa questão:acho que estes gêneros, tão americanos,
deveriam ser dirigidos por eles. se bem que temos exemplos - exceções - clássicos,
como billy wilder(não lembro se alemão ou suiço)brincou nos gêneros mais caros ao americano: tribunal("testemunha de acusação"), ocaso de estrelas hollywoodianas("crepúsculo dos deuses"), imprensa/mídia venal("a montanha dos sete
abutres"), brodway("o pecado mora ao lado"), comédia("quanto mais quente melhor",
"se meu apartamento falasse", "irma la douce") comédia romantica("sabrina") com abso-
luto domínio e competência insuperável. outro caso, o austríaco fred zinemann que
com "matar ou morrer", não só reviu o gênero(western - o herói sua frio e treme nas
horas de perigo, algo nunca visto antes, inconcebível)como puxa as orelhas da sociedade
americana em sua hipocrisia evangélica, deixando o xerife na mão na hora da cocada.
"mm/hihg noon" é considerado por muitos como o melhor faroeste. ele brilhou também
em outra "tara" ianque, o filme de guerra com "a um passo da eternidade", o ataque a
pearl harbour, com direito a gaia no comandante, briga de bar dos entediados pracinhas montgmery clift e frank sinatra(não por acaso seu primeiro e único oscar, se eu não me engano). e o caso mais recente, de milos formann, theco que matou a pau
com "hair" o clássico musical sobre a estupidez do vietnan, sucesso teatral há vários
anos, a quem eu defendo com força apesar dele ter sido muito criticado na época por
não ter feito a leitura correta da peça por ser europeu. puro preconceito.
agora veja bem, citei treis gênios, hão de convir.
chico.
chico.
domingo, 21 de junho de 2009
"cinema mudo"
ou a volta do "marcas da violência". tá uma sêca da porra, tudo repetido, mas este
valeu.
estávamos no pirata, eu, doutor luiz, acho que o jão e depois o zé,vindo de s. paulo
e fazendo relatório da viagem e deste filme. elegiou muito e eu - apressado como sem-
pre, digo, menos, menos, como quase sempre - vaticinei: "ah, então o cronemberg virou
comercial"(provavelmente induzido pelo péssimo título brasileiro). tem dois anos?
vi, um tempo depois e gostei muito, como tudo que o david faz, exceção de "senhores do crime"(vide comentário à resenha do ráu).
desta vez, acho que quinta-feira, foi dublado(1), e o filme cresceu, virou clássico e está virando cult. é todo bom, sendo que os cinco minutos finais - completa e to-
talmente mudo - da hora kele detona o irmão(william hurt, que só não estragou o filme porque aparece pouco), vai jogar a arma e lavar o sangue no lago e sobretudo a
volta ao home, quando toda familia à mesa - nenhuma palavra - ele entra, senta,cons-
trangido e a mais nova, aquela galeguinha feia, levanta, pega um prato no "bufê" e
pôe à sua frente, o filho pega o prato de carne e mexendo apenas um centrímentro, tira do centro e pôe ao lado do seu prato; a mulher, maria bello(loura de olho preto num existe) mas é uma grande atriz e com intensidade densa e contida, apenas olha.
aí o véi chorou prá caralho. são cinco minutos, os melhores da obra.
"senhores do crime" foi um equívoco, prato requentado, bola fora do d.c. comprome-
tendo inclusive a boa filmografia do mortensen.
casal garcia, verde, tinto, meio litro. gostei. presta, zé?
chico.
(1) - falar sobre isso é chover no molhado, perde-se um pouco, mas se ganha na visão
da fita, vê-se mais, é melhor.
valeu.
estávamos no pirata, eu, doutor luiz, acho que o jão e depois o zé,vindo de s. paulo
e fazendo relatório da viagem e deste filme. elegiou muito e eu - apressado como sem-
pre, digo, menos, menos, como quase sempre - vaticinei: "ah, então o cronemberg virou
comercial"(provavelmente induzido pelo péssimo título brasileiro). tem dois anos?
vi, um tempo depois e gostei muito, como tudo que o david faz, exceção de "senhores do crime"(vide comentário à resenha do ráu).
desta vez, acho que quinta-feira, foi dublado(1), e o filme cresceu, virou clássico e está virando cult. é todo bom, sendo que os cinco minutos finais - completa e to-
talmente mudo - da hora kele detona o irmão(william hurt, que só não estragou o filme porque aparece pouco), vai jogar a arma e lavar o sangue no lago e sobretudo a
volta ao home, quando toda familia à mesa - nenhuma palavra - ele entra, senta,cons-
trangido e a mais nova, aquela galeguinha feia, levanta, pega um prato no "bufê" e
pôe à sua frente, o filho pega o prato de carne e mexendo apenas um centrímentro, tira do centro e pôe ao lado do seu prato; a mulher, maria bello(loura de olho preto num existe) mas é uma grande atriz e com intensidade densa e contida, apenas olha.
aí o véi chorou prá caralho. são cinco minutos, os melhores da obra.
"senhores do crime" foi um equívoco, prato requentado, bola fora do d.c. comprome-
tendo inclusive a boa filmografia do mortensen.
casal garcia, verde, tinto, meio litro. gostei. presta, zé?
chico.
(1) - falar sobre isso é chover no molhado, perde-se um pouco, mas se ganha na visão
da fita, vê-se mais, é melhor.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
DAVID CARRADINE - A QUEM EU CHAMAVA DE KUNG FU




Passei minha vida chamando esse cara de kung fu.
Assistia a quase todos os capítulos da série, na televisão da Cohab, ao lado do seu Chiquinho. No início dos anos 1980, na Globo. Pra mim, um seriado espetacular. Mistura de shaolin com faroeste. Um monge, mestre em kung fu, enfrentado, só com as mãos, pistoleiros armados.
Na linha do defensor dos oprimidos. "Caveleiro solitário", "Os brutos também amam".
O cara sumiu e ficou com o estigma. Nâo fez mais nada durante décadas.
Eu sou fã.
E Tarantino também. Ressuscitou-o em Kill Bill.
A cena final do número 2, além do massacre na igreja, vale o ingresso. É bizarra, e poderia até ser ridícula se não fosse feita com tanta maestria por aquela turma.
Como acontece em muitos casos, o aluno supera o mestre sem que ele saiba.
Quem aplica o golpe dos cinco pontos no peito é a galega.
E ele, Carradine, Bill, Kung Fu, primeiro surpreso com a superação da aprendiz. Depois, com o olhar resignado ante a fatalidade, sereno, levanta-se com toda a classe para dar os cinco passos finais em direção ao ceifador.
E as perninhas e o jeitinho de viado a la John Wayne? Homenageando-o, com certeza.
Um, dois, três, quatro e créu.
Ela, Uma, olhar baixo, com o choro sincero de quem agride a quem ama, encerra uma das grandes cenas da história dessa bela arte.
Passilascar, Chicão.
Morreu esta semana. Disseram que foi suicídio. Pô, véio. Aos 72 ?
Segue a enciclopedia dos doidos:
David Carradine (Los Angeles, 8 de dezembro de 1936 — Bangcoc, 4 de junho de 2009) foi um ator estado-unidense.
David, nascido John Arthur Carradine, era filho do ator John Carradine, irmão de Bruce Carradine e meio-irmão de Keith Carradine e Robert Carradine. David Carradine é mais conhecido por sua personagem Kwai Chang Caine na série de televisão Kung Fu, produzida a partir dos anos 1970, na qual interpretava um monge Shaolin, mestre em Wushu, no Velho Oeste dos Estados Unidos. Uma cena famosa da série (que deveria ter sido estrelada por Bruce Lee, mas os produtores, ao final, não quiseram um chinês "autêntico", optando por "puxar os olhos" de Carradine) é quando Kwai Chang tatua sua pele com ferro quente.
Em 2003, Carradine ganhou nova audiência quando interpretou o personagem "Bill" nos dois filmes da série Kill Bill, de Quentin Tarantino, nos quais contracena com Uma Thurman.
David Carradine foi encontrado morto em 4 de junho de 2009, em um hotel de luxo em Bangcoc, onde participava das filmagens de Stretch. O primeiro relatório da polícia local indica que Carradine cometeu suicídio por enforcamento. Um funcionário da embaixada americana declarou, no entanto, que as circunstâncias da morte ainda não foram plenamente esclarecidas.
sábado, 9 de maio de 2009
GOOD - Um homem bom
O nome do diretor é Vicente Amorim, filho de diplomatas - acho que brasileiros. Nasceu no meidomundo. No Brasil, foi assistente de direção. E dirigiu um monte de comerciais. E um longa nacional. E alguns curtas. Aí fez esse, produção britânica e alemã.
Bom.
Tem o senhor dos anéis (Viggo Mort.../ trabalhou bem no novo Psicose, num foi?)como protagonista. Nesse filme, ele tem um anel também, só que da SS, de capitão puxa-saco. O titulo do filme (e a versão "um homem bom") faz referência ao caráter do cara. A estoria do filme acaba provando que caráter não é tudo (mas é essencial, não confundam). Tem que ter personalidade. Ele não tem. Então, não devia ser chamado de bom, como o Flamengo, que não tem caráter, mas tem personalidade. Na verdade, so o Pai é bom, disse Jesus, que renegou esse título; logo ele, bom todo.
Rapaz, no filme o cara se deixa levar por uma estudante nazista, por quem deixa a mulher neurótica, e se entrega ao bem-bom da corte do bigodinho. Quando vem descobrir que deveria agir como homem é tarde demais. Logo ele, que vive sonhando acordado com pessoas cantando e tocando em toda parte, sem que elas sequer abram a boca. Quando, tentando salvar um amigo num campo de concentração, ele vê uma banda de judeus maltrapilhos tocando, pensa que é um dos seus devaneios. Pisca os olhos, se belisca. Não é. "É real", diz ele. É o fim.
Depois disso, fora do filme, vieram os russos e os americanos e nos salvaram do grande mal. E viva a segunda guerra, que nos salvou da grande crise, ja disse Lula, o historiador.
O destaque não é o senhor dos anéis, mas o Lucius Malfoy, aquele bruxo do Harry Potter (Jason Isaacs). Interpreta um psiquiatra judeu amigo do Viggo. Fez Harry Potter e outros filmes. Muito bom ator britânico, que matou o coringa antes de ele morrer de overdose, naquele filme "O patriota". Nesse, o coringa faz o papel de filho do Mel Gibson, que tenta louvar a independencia americana, australiano que é, sem moral, porque a Austrália não tem chefe de Estado. É a rainha da Inglaterra. Um chiqueiro bonito.
Esse Isaacs é judeu, pelo nome e pelos olhos, azuis iguais a todos os iguais. Deveriam ter se tornado menos racistas, depois do absurdo praticado por Hitler (bem comprovado no filme) e depois do fim da diáspora. Não foi assim. Hoje, patrocinam a segregação e o racismo, a começar pelo que consideram seu quintal, a palestina.
O filme é bom.
Zé Carlos - Cinebrasil
Bom.
Tem o senhor dos anéis (Viggo Mort.../ trabalhou bem no novo Psicose, num foi?)como protagonista. Nesse filme, ele tem um anel também, só que da SS, de capitão puxa-saco. O titulo do filme (e a versão "um homem bom") faz referência ao caráter do cara. A estoria do filme acaba provando que caráter não é tudo (mas é essencial, não confundam). Tem que ter personalidade. Ele não tem. Então, não devia ser chamado de bom, como o Flamengo, que não tem caráter, mas tem personalidade. Na verdade, so o Pai é bom, disse Jesus, que renegou esse título; logo ele, bom todo.
Rapaz, no filme o cara se deixa levar por uma estudante nazista, por quem deixa a mulher neurótica, e se entrega ao bem-bom da corte do bigodinho. Quando vem descobrir que deveria agir como homem é tarde demais. Logo ele, que vive sonhando acordado com pessoas cantando e tocando em toda parte, sem que elas sequer abram a boca. Quando, tentando salvar um amigo num campo de concentração, ele vê uma banda de judeus maltrapilhos tocando, pensa que é um dos seus devaneios. Pisca os olhos, se belisca. Não é. "É real", diz ele. É o fim.
Depois disso, fora do filme, vieram os russos e os americanos e nos salvaram do grande mal. E viva a segunda guerra, que nos salvou da grande crise, ja disse Lula, o historiador.
O destaque não é o senhor dos anéis, mas o Lucius Malfoy, aquele bruxo do Harry Potter (Jason Isaacs). Interpreta um psiquiatra judeu amigo do Viggo. Fez Harry Potter e outros filmes. Muito bom ator britânico, que matou o coringa antes de ele morrer de overdose, naquele filme "O patriota". Nesse, o coringa faz o papel de filho do Mel Gibson, que tenta louvar a independencia americana, australiano que é, sem moral, porque a Austrália não tem chefe de Estado. É a rainha da Inglaterra. Um chiqueiro bonito.
Esse Isaacs é judeu, pelo nome e pelos olhos, azuis iguais a todos os iguais. Deveriam ter se tornado menos racistas, depois do absurdo praticado por Hitler (bem comprovado no filme) e depois do fim da diáspora. Não foi assim. Hoje, patrocinam a segregação e o racismo, a começar pelo que consideram seu quintal, a palestina.
O filme é bom.
Zé Carlos - Cinebrasil
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